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14 July 2015

A abertura oficial das atividades do programa Ciência Viva no Verão, coordenadas pelo Planetário do Porto – Centro Ciência Viva, ocorre às 21:00 do dia 15 de julho 2015, no Jardim Botânico do Porto. Intitulada "Vida na Hora de Plutão!", esta é uma ação conjunta do Planetário, com o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO1) e com o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA2).

Numa verdadeira ação multidisciplinar, "Vida na Hora de Plutão!" convida os participantes a descobrir se ao meio dia em Plutão seria possível ler um livro apenas com a luz solar, passando depois à observação de insetos frequentadores de áreas verdes em ambiente urbano, à exploração das flores e plantas com atividade noturna nesse mesmo ambiente, e finalmente, à observação do céu com telescópio.

O mote da atividade é a passagem da sonda New Horizons (NASA) a apenas 12.500 quilómetros do planeta anão Plutão, que ocorreu às 12h49m57s do dia 14. Esta foi a primeira vez que uma sonda espacial passou próximo de Plutão.

Para compreender melhor a distância a que está Plutão (cerca de 32 unidades astronómicas3), a NASA promove a “Hora de Plutão”, uma atividade que convida o público a tirar fotos (que incluam um ponto de referência), sem flash, à mesma hora que aqui na Terra a iluminação é igual à de Plutão ao meio-dia. No Porto, a Hora de Plutão corresponde à iluminação por volta das 21h12m, hora em que se iniciam as atividades.

Para transmitir algumas noções sobre a diversidade e ecologia das espécies que ocorrem em áreas verdes em ambiente urbano, serão montadas no Jardim Botânico fontes de luz artificial para atrair espécies de insetos presentes em jardins públicos e habitações, com especial ênfase nas borboletas, escaravelhos, moscas e vespas.

Será possível ainda observar a beleza e originalidade de flores e plantas com atividade noturna digna de destaque, como por exemplo as flores de abertura noturna dos Cereus no Jardim das Suculentas e o Choupo branco junto ao lago grande.

No final, os telescópios do Planetário do Porto – CCV estarão apontados para o céu, com particular destaque para a observação do planeta Saturno e dos seus anéis.

O programa Ciência Viva no Verão decorre entre 15 de julho e 15 de setembro e este ano é organizado localmente pelos diversos Centros Ciência Viva. Crianças, adultos e famílias poderão participar em mais de 1100 ações espalhadas por todo o país, levadas a cabo por mais de 100 entidades e abrangendo diversas áreas do conhecimento. As inscrições online estão disponíveis em: www.cienciaviva.pt/veraocv/2015.

O Planetário do Porto – CCV é um centro de ciência da Universidade do Porto gerido pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP4).



Notas
  1. O Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) integra 18 grupos de investigação dedicados ao estudo de um vasto leque de temas, que vão desde os genes às paisagens. Entre os objetivos principais incluem-se: o desenvolvimento de investigação científica de excelência, e ao mais alto nível internacional, nas áreas da biodiversidade, genética e biologia evolutiva ; a integração da ecologia, taxonomia e biogeografia a diferentes escalas para estudar habitats e ecossistemas naturais de todo o mundo, e em particular o património biológico Ibérico e Mediterrânico ; a mobilização de conhecimento científico para definir e propor prioridades de conservação adequadas e ferramentas de gestão através da sua disseminação por autoridades de conservação nacionais e internacionais ; a melhoria da gestão de espécies em Portugal através do estudo de formas domésticas e selvagens, e da colaboração com autoridades locais ; a formação avançada de recursos humanos e a promoção da cultura científica no âmbito da biodiversidade.
    A Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva (InBIO) é uma rede de investigação que conduz investigação de topo na área da biodiversidade e evolução. Resultado de uma parceria entre o CIBIO e o Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves (CEABN), o InBIO é desde 1 de Janeiro de 2011, e até 2021, o Laboratório Associado em matéria de Biodiversidade e Conservação.
  2. O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) é a maior unidade de investigação na área das Ciências do Espaço em Portugal, englobando a maioria da produção científica nacional na área. Foi avaliado como “Excelente” na última avaliação que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) encomendou à European Science Foundation (ESF).
  3. Uma unidade astronómica (u.a.) é a distância média entre a Terra e o Sol, correspondendo a cerca de 150 milhões de quilómetros. É usada como unidade para distâncias à escala planetária. Para distâncias interestelares, a unidade astronómica torna-se demasiado pequena, sendo substituída por anos-luz ou parsecs.
  4. O Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) foi criado em maio de 1989 (Programa Mobilizador de Ciência e Tecnologia) e iniciou as atividades em outubro de 1990. É uma associação científica e técnica privada, sem fins lucrativos e reconhecida de utilidade pública. Os seus objetivos são apoiar e promover a Astronomia através da investigação científica, a formação ao nível pós-graduado e universitário, o ensino da Astronomia ao nível não universitário (básico e secundário) e a divulgação da ciência e promoção da cultura científica.
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1. Imagem do Ciência Viva no Verão em Rede 2015. 2. Imagem de Plutão obtida pela sonda New Horizons, no dia 12 de julho 2015, quando se encontrava a 2,5 milhões km de Plutão. Imagem: NASA/Johns Hopkins U. Applied Physics Laboratory/SRI