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19 junho 2009

Recorrendo aos observatórios XMM-Newton e INTEGRAL, da Agência Espacial Europeia (ESA), foi observado um dos mais raros objectos conhecidos no Universo: uma Estrela Magnética, ou Magnetar.

As Magnetars são estrelas de neutrões com um campo magnético ultra-intenso, e são os objectos mais magnetizados do Universo, com campos magnéticos cerca de 10 000 milhões de vezes mais fortes que o da magnetosfera da Terra. Estes campos são tão intensos que a própria crosta da estrela de neutrões se desloca e racha, eventualmente dando origem a enormes explosões de raios X e raios Gama.

Só durante estas explosões é fácil detectar uma magnetar, mas como estes picos de actividade são bastante curtos, é necessário ter sorte para estar a observar na direcção certa, à altura certa. Por esta razão, só se conhecem 15 magnetars em todo o Universo. A que foi agora observada, por exemplo, foi a primeira da sua classe detectada nos últimos 10 anos, algo que só foi possível graças à cooperação internacional entre NASA e ESA.

Esta explosão foi detectada pela primeira vez em Agosto de 2008 pela sonda Swift (NASA), e apenas 15 horas depois estava a ser seguida pelas sondas XMM-Newton e INTEGRAL (ESA). Esta sondas repetiram as observações ao longo de vários meses, o que permitiu concluir que a explosão teve um decaimento exponencial de cerca de 4 meses (ver fig. 2).

Com o nome de SGR 0501+4516, esta magnetar encontra-se a 15 000 anos-luz de distância, e apesar disso, a energia que recebemos desta explosão aqui na Terra, foi semelhante à de uma flare do Sol.

Estas observações foram publicadas pela equipa liderada por Nanda Rea (Astronomical Institute 'Anton Pannekoek', Universidade de Amsterdão), na edição online de 12 de Junho da revista “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”. Rea comentou “Magnetars permitem-nos estudar condições extremas da matéria, que não são possíveis de reproduzir aqui na terra”.



Informações adicionais
Notícia ESA
Comunicado de imprensa ESA
Artigo Científico
1. Ilustração de uma magnetar, com o espectro de emissão abaixo (NASA) 2. Decaimento do fluxo de raios X da magnetar SGR 0501+4516 (Rea et al., 2009)