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Centro de Astrofísica da Universidade do Porto

Astrofísica Estelar: Formação e Evolução Inicial

PTDC/CTE-AST/65971/2006 & FCOMP-01-0124-FEDER-007117

Investigador responsável
Jorge Filipe Gameiro

O projecto tem como objectivo o estudo dos processos envolvidos na formação estelar e a subsequente evolução estelar na fase pré-sequência-principal. Este campo de investigação tem sido na última década bastante apelativo na área da astrofísica devido às novas facilidades existentes (maiores telescópios e missões espaciais operando desde a banda rádio até ao raio-X) e tecnologias (maiores detectores e maior sensibilidade, óptica adaptativa e interferometria óptica/mm). A formação estelar é de momento um instrumento de campo de investigação no desenvolvimento de novas facilidades, tanto na Terra como no espaço (e.g. ALMA, Spitzer, Herschell, JWST). A equipa possui a massa critica e o conhecimento em observação multi-banda e modelação que lhe permite poder participar neste campo em constante mutação.

O projecto tem 3 componentes importantes:
a) os estados iniciais da formação estelar e a caracterização dos conjuntos embebidos onde ocorre a formação de estrelas;
b) as estrelas de menos massa na fase da pré-sequência-principal e a interacção disco-estrela devido ao campo magnético;
c) a combinação disco-jacto-vento e os mecanismos de ejecção de jactos.

Os estados iniciais do processo de formação estelar são o resultado de uma combinação complexa, ainda mal compreendida, entre a gravidade, a turbulência e as forças magnéticas nas nuvens densas. Nesta componente o trabalho foca:
a) a universalidade da função inicial de massa – IFM;
b) o impacto das estrelas massivas no processo de formação estelar;
c) a evolução da actividade dos objectos estelares jovens medido pela emissão no raio-X.

A fase pré-sequência-principal e a interação disco-estrela será estudada recorrendo à espectroscopia multi-banda, transferência radiativa e modelos de evolução estelar. Neste item será:
a) examinada a evolução da actividade estelar no decorrer da fase pré-sequência-principal;
b) determinada as propriedades das magnetosferas estelares;
c) estudada a ligação entre a magnetosfera e o disco circum-estelar, a região interior do disco e o choque da acreção de matéria na superfície da estrela.

Combinando diagnósticos observacionais e teoria, estudaremos a física dos ventos e jactos na fase pré-sequência-principal:
a) utilizando técnicas de grande resolução angular na localização das regiões de ejecção dos jactos;
b) estudando a evolução química de moléculas em jactos e ventos, na preparação de futuras observações com o ALMA;
c) desenvolvendo modelos MHD de ventos e jactos.

A equipa também participará na definição da caso científico da segunda geração de instrumentos do ESO, nomeadamente o Very Large Telescope Interferometer spectro-imager VSI.

Por fim, a equipa terá uma contribuição importante, dentro do CAUP, da divulgação da ciência contribuindo para a promoção da cultura científica em geral e da Astronomia em particular na nosso sociedade.

Instituição financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Início: 1 outubro 2007
Fim: 30 setembro 2010

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O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço é (IA) é uma nova, mas muito aguardada, estrutura de investigação com uma dimensão nacional. Ele concretiza uma visão ousada, mas realizável para o desenvolvimento da Astronomia, Astrofísica e Ciências Espaciais em Portugal, aproveitando ao máximo e realizando plenamente o potencial criado pela participação nacional na Agência Espacial Europeia (ESA) e no Observatório Europeu do Sul (ESO). O IA é o resultado da fusão entre as duas unidades de investigação mais proeminentes no campo em Portugal: o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) e o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL). Atualmente, engloba mais de dois terços de todos os investigadores ativos em Ciências Espaciais em Portugal, e é responsável por uma fração ainda maior da produtividade nacional em revistas internacionais ISI na área de Ciências Espaciais. Esta é a área científica com maior fator de impacto relativo (1,65 vezes acima da média internacional) e o campo com o maior número médio de citações por artigo para Portugal.

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