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29 maio 2009

Dados obtidos pelo observatório espacial XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA), permitiram a uma equipa de astrónomos observar o mais perto até hoje conseguido da borda de um buraco negro supermassivo.

A galáxia, conhecida como 1H0707-495, é uma Seyfert, um tipo de galáxias activas. Foi observada pelo XMM-Newton ao longo várias órbitas, somando cerca de 48 horas de observações. No centro deste tipo de galáxias há buracos negros supermassivos, que atraem quantidades astronómicas de matéria. Nos halos que envolvem estes autênticos turbilhões de matéria são produzidos raios X. Uma parte destes raios X são ainda reflectidos pela disco de matéria, e ambos são detectáveis pelo XMM-Newton.

Ao analisar estas linhas de emissão e de reflexão, que são altamente distorcidas pela gravidade do buraco negro, a equipa detectou um atraso (ou eco) de cerca de 30 segundos, o que é consistente com observações de zonas a menos de 1 minuto-luz do horizonte dos acontecimentos, ou menos de 2 vezes o raio do buraco negro.

"Agora podemos começar a fazer um mapa das regiões imediatamente na orla dos buracos negros", afirmou o líder da equipa Andrew Fabian, da Universidade de Cambridge.

As observações também revelaram que este buraco negro supermassivo, com uma massa de 3 a 5 milhões de Massas Solares, tem uma rotação extremamente rápida e engole matéria ao ritmo de quase 2 Terras por hora.

A descoberta foi publicada na edição de ontem da revista Nature.


Informações adicionais
Notícia da Agência Espacial Europeia
Artigo na Nature

1. Representação artística de um buraco negro supermassivo a acretar matéria. (© ESA)
2. Espectro das emissões de raios X. (© A. Fabian)
3. XMM-Newton (© ESA/C. Carreau)